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Até Otakus e Gamers estão entrando na onda das Criptomoedas

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Resenha: A Song for Lya, de George R.R. Martin

Um dos primeiros livros de George R. R. Martin a ser publicados, "A Song for Lya" possui muitos dos elementos das Crônicas do Gelo e Fogo, mas é por si só uma leitura interessante. Spoilers adiante.

Uma forma de tentar analisar a obra é usar o quociente M.I.C.E. de Orson Scott Card, penso que ajuda as pessoas a saberem o que esperar de uma obra.

Milieu (Cenário): a história começa entrando no planeta Shkea e termina saindo dele. O cenário é importante por que demarca a diferença entre os Shkeen, uma raça muito antiga mas que nunca desenvolveu nenhuma grande tecnologia além da idade do Bronze, e os humanos, que chegaram às estrelas e colonizaram planetas em muito menos tempo.

Ideia: a melhor forma que eu penso de tentar representar a ideia é com uma pergunta. A pergunta que a história faz é o por que humanos estão convertendo para a religião dos Shkeen, sendo que parece uma péssima ideia. Esta pergunta é respondida no final.

Personagem (Character): o protagonista passa por u…

Considerações sobre Fantasia: Não, as Midi-chlorians NÃO Estragam Star Wars

Boa parte dos fans de Star Wars acham que midi-chlorians foram um erro, George Lucas nunca deveria ter tido esta ideia, acaba com o mistério ao redor da Força, etc. E parece consenso geral que da nova trilogia em diante ninguém nunca mais fale dos malditos microrganismos.

Besteira. Como eu disse no meu post sobre Matrix, acho esse tipo de crítica preguiçosa: simplesmente destruir o que não deu certo, fingir que nunca existiu. Isso é uma ficção, ora bolas! Tudo aquilo nunca existiu. Inventar uma história é literalmente o ponto de todo o trabalho. Se você vai seletivamente eliminar partes da mesma, por que se dar ao trabalho de criar todo um universo?

Primeiro, vamos categorizar corretamente o problema: a razão das (os?) midi-chlorians existirem é explicar por que clones de Jedi também são capazes de usar a Força. É possível que essa razão possa ter sido eliminada, pois os únicos exemplos que eu me lembro são os clones de Palpatine e o clone Joruus C'baoth em Heir to the Empire. Co…

Análise do Novo Trailer de Death Stranding - The Game Awards

Primeiro, temos a narração das explosões. As duas primeiras são fáceis: Big Bang e uma super nova. A explosão que gerou a vida é um pouquinho mais complicada. Meu primeiro pensamento é que existem teorias que tempestades elétricas desencadearam as primeiras reações químicas, outras que os blocos fundamentais da vida foram trazidos por meteoros que se colidiram com a Terra. Independente disso, a resposta é clara: origens são violentas e necessitam da morte do que existia anteriormente. A quarta explosão seria o surgimento de algo novo, que não pode coexistir com a humanidade.

As flores nascendo e morrendo rapidamente é algo que Kojima mesmo já deu spoiler para a IGN. A chuva causa a aceleração do tempo, o nome dado na entrevista foi timefall. O mesmo está ocorrendo com o homem que ficou preso debaixo do caminhão.



Na nossa primeira vista do personagem Sam, ele está usando uma roupa semelhante a um traje hazmat misturado com capa de chuva. Na roupa ele possui uma caixa que parece ser um…

Considerações sobre Fantasia: Dark Souls - Narrativa Discreta

Os jogos da série soulsborne (Demon's Souls, Dark Souls I a III e Bloodborne) aperfeiçoaram uma forma de contar histórias que é bem comum em jogos: não contar histórias. Ao invés, deixar que os próprios elementos de jogabilidade sejam usados para isso.

Se observarmos jogos como os da série Mario e Zelda, você tem apenas um pretexto para a jogabilidade (salve a princesa, recupere a Triforce, derrote os Robot Masters, etc) e o resto é apenas level design e temática. O jogo tende a ser consistente dentro do próprio tema mas não busca ser uma experiência narrativa completa.

Quando a capacidade dos computadores e consoles aumentou, a vertente foi colocar mais mídia nos jogos para que a mídia em si conte a história. Boa parte dos jogos dos últimos vinte anos usam cutscenes para contar a história. Assim, os jogos oscilam entre narrativa e jogabilidade, muitas vezes causando conflito entre os dois. Isso por que a pessoa que aparece nas cutscenes usualmente não parece ser a mesma que esta…

Considerações sobre Fantasia: Repensando a Trilogia Matrix

Faz um bom tempo que a trilogia Matrix me incomoda (talvez mais de uma década visto que Matrix: Revolutions saiu em 2003). Só que eu nunca elaborei bem isso. Mas eis que eu me lembrei de uma coisa: eu tenho um blog! Isso significa que eu posso escrever minhas idiotices nele.

A reclamação comum é que Matrix 2 e 3 nunca deviam ter existido, que o primeiro é uma jornada do herói muito bem-feita e deveria ficar por isso mesmo. Por mais que eu ache uma crítica válida, é também preguiçosa. É o mesmo que dizer "por que fazer mais, quando podemos fazer menos?", sério?!!

O negócio é o seguinte: o primeiro filme fez uma jornada de herói clássica, beleza. O segundo filme mostrou um twist da jornada do herói: foi uma jornada falsa. As máquinas intencionalmente criaram um Salvador para o seu Apocalipse, daí elas controlavam os dois lados da moeda. É um conceito conhecido como quinta coluna: o inimigo que você está lutando do lado de fora, já está dentro.

Por boa parte do segundo filme, …

Impressões Sobre o Primeiro Episódio do Punho de Ferro

Gravei este comentário enquanto assistia pela primeira vez o episódio. Não sabia nada sobre o Punho de Ferro antes disso então foi uma experiência completamente nova (tão nova quanto é possível em se tratando de uma adaptação de heróis da Marvel).